Winston Churchill nasceu em mil oitocentos e setenta e quatro, numa família aristocrática inglesa.
Foi um aluno difícil e tirava notas baixas. Preferia ler história a estudar matemática.
Entrou no exército, serviu na Índia e no Sudão e trabalhou como correspondente de guerra na África do Sul.
Foi capturado pelos bôeres e conseguiu escapar da prisão. A fuga o transformou em herói popular e abriu o caminho da política.
Ocupou vários cargos no governo. Na Primeira Guerra, foi responsabilizado por uma operação militar desastrosa e perdeu prestígio.
Nos anos trinta, ficou isolado no Parlamento porque insistia num alerta impopular: Hitler era um perigo real e a Alemanha se rearmava.
Quando a guerra começou de fato, o país se lembrou daqueles avisos. Em maio de mil novecentos e quarenta, Churchill virou primeiro-ministro.
A situação era desesperadora. A França caiu, e o Reino Unido ficou praticamente sozinho contra a Alemanha.
Ele disse ao Parlamento que só tinha a oferecer sangue, esforço, lágrimas e suor.
Durante os bombardeios de Londres, caminhava pelas ruas destruídas e falava no rádio quase toda semana.
Seus discursos são considerados uma arma real da guerra: mantiveram a moral da população em pé por anos.
Trabalhou com os Estados Unidos e a União Soviética até a vitória em mil novecentos e quarenta e cinco.
Curiosamente, perdeu a eleição logo depois da vitória. Voltou ao poder anos mais tarde e depois se aposentou.
Escreveu muitos livros de história e recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em mil novecentos e cinquenta e três.
Morreu em mil novecentos e sessenta e cinco. Sua figura ainda gera debate, mas ninguém discute o peso dela naquele momento histórico.
Antes da política, Churchill participou de uma das últimas cargas de cavalaria do exército britânico, no Sudão, em mil oitocentos e noventa e oito.
Ele trocou de partido político mais de uma vez ao longo da carreira, o que lhe rendeu fama de oportunista para alguns e de independente para outros.
Durante a Segunda Guerra, encontrava-se regularmente com o presidente americano Franklin Roosevelt para alinhar estratégias contra a Alemanha nazista.
Ele também pintava quadros como forma de aliviar o estresse, um hobby que manteve por décadas e que resultou em centenas de obras.
Sua relação com o Império Britânico é hoje bastante debatida, já que ele defendia posições coloniais consideradas racistas pelos padrões atuais.
Churchill sofria de episódios de depressão profunda, que chamava de seu cão negro, e falava sobre isso com uma franqueza rara para a época.
Depois da guerra, ajudou a cunhar a expressão cortina de ferro, para descrever a divisão entre o Ocidente e a União Soviética.
Uma pesquisa feita décadas depois de sua morte o elegeu o maior britânico da história, à frente até de Isaac Newton e Charles Darwin.
Antes de ser primeiro-ministro, Churchill já havia ocupado cargos como Ministro do Interior e Chanceler do Tesouro, o equivalente ao ministro da economia.
Ele recebeu um funeral de Estado, uma honra rara concedida apenas a poucos líderes britânicos, e milhões acompanharam a cerimônia pela televisão.
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