Simón Bolívar nasceu em julho de mil setecentos e oitenta e três, em Caracas, na Venezuela. Naquela época, a Venezuela era uma colônia da Espanha. A família de Bolívar era rica e tinha terras, minas e escravizados.
Bolívar ficou órfão muito cedo. O pai morreu quando ele tinha apenas três anos, e a mãe morreu quando ele tinha nove anos. Um tio cuidou dele depois disso, junto com professores particulares.
Quando jovem, Bolívar viajou para a Europa. Ele visitou a Espanha, a França e a Itália. Em Roma, em um lugar chamado Monte Sacro, ele fez um juramento: prometeu lutar até libertar a América do domínio espanhol.
Na Europa, Bolívar leu muitos livros sobre liberdade e sobre os direitos das pessoas. Ele admirava as ideias da Revolução Francesa e da independência dos Estados Unidos.
De volta à América, Bolívar entrou nos movimentos de independência da Venezuela. No começo, as batalhas eram difíceis e o exército espanhol era forte. Bolívar perdeu batalhas, perdeu amigos e teve que fugir várias vezes.
Mesmo assim, ele nunca desistiu. As pessoas começaram a chamá-lo de o Libertador, porque ele lutava sem parar pela liberdade dos países da América do Sul.
Em mil oitocentos e dezenove, Bolívar fez algo incrível. Ele cruzou os Andes com o exército, em condições muito duras, com frio, fome e caminhos perigosos. Muitos soldados e cavalos não sobreviveram à travessia.
Depois de cruzar as montanhas, o exército de Bolívar surpreendeu os espanhóis na Colômbia e venceu a batalha de Boyacá. Essa vitória foi essencial para a independência da região.
Bolívar continuou lutando e ajudou a libertar a Venezuela, a Colômbia, o Equador, o Peru e a Bolívia, país que recebeu esse nome em homenagem a ele.
Bolívar sonhava com uma grande nação unida, chamada Grã-Colômbia, formada por vários territórios da América do Sul. Ele queria que os países latino-americanos ficassem fortes e unidos.
Infelizmente, esse sonho não durou muito tempo. Havia muitas disputas internas entre os líderes das regiões, e a Grã-Colômbia acabou se dividindo em países separados.
No fim da vida, Bolívar estava cansado, doente e triste com as divisões políticas. Ele dizia que tinha arado no mar, ou seja, que o esforço dele parecia não deixar resultado permanente.
Simón Bolívar morreu em dezessete de dezembro de mil oitocentos e trinta, aos quarenta e sete anos, perto de Santa Marta, na Colômbia. Hoje, ele é lembrado como um dos maiores líderes da história da América Latina.
Bolívar era um leitor apaixonado de filósofos como Rousseau e Voltaire, que influenciaram fortemente suas ideias sobre igualdade e liberdade dos povos. Ele acreditava que a educação era essencial para formar cidadãos livres nas novas repúblicas americanas.
Durante as campanhas militares, Bolívar contou com a ajuda de Manuela Sáenz, uma mulher corajosa que se tornou sua companheira. Ela chegou a ajudá-lo a escapar de uma tentativa de assassinato em Bogotá.
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