Um piloto tem um problema no motor do seu avião. Ele precisa fazer um pouso de emergência no deserto do Saara. Ele está muito longe de qualquer cidade e de qualquer pessoa.
Sozinho, o piloto tenta consertar o avião. Ele tem pouca água e pouco tempo. De repente, uma vozinha estranha pede: desenhe um carneiro para mim.
O piloto fica muito surpreso com o pedido. Ele olha ao redor e vê um menino loiro, com roupas estranhas. Esse menino é o Pequeno Príncipe.
O piloto tenta desenhar vários carneiros, mas nenhum agrada o menino. Por fim, ele desenha apenas uma caixa. Ele diz: o carneiro que você quer está dentro dela.
O Pequeno Príncipe fica feliz com a caixa. Aos poucos, ele conta ao piloto de onde vem. Ele mora em um planeta muito pequeno, chamado asteroide B612.
O planeta do Pequeno Príncipe tem apenas três vulcões e uma flor. Ele também precisa limpar os vulcões e arrancar as plantas ruins, os baobás, todos os dias.
A flor do Pequeno Príncipe é uma rosa muito especial. Ela é bonita, mas também é orgulhosa e um pouco mentirosa. A rosa fala muito e pede sempre atenção.
O Pequeno Príncipe ama a rosa, mas fica confuso e triste com as palavras dela. Por isso, ele decide deixar o seu planeta. Ele quer viajar e conhecer outros lugares.
Antes de chegar à Terra, o Pequeno Príncipe visita seis planetas pequenos. Em cada um, mora uma única pessoa, com um comportamento muito estranho.
No primeiro planeta, vive um rei sozinho. Ele não tem nenhum súdito, mas acredita que manda em tudo, até nas estrelas do céu.
No segundo planeta, mora um homem vaidoso. Ele só quer ser admirado e aplaudido. Ele pede ao Pequeno Príncipe para bater palmas o tempo todo.
No terceiro planeta, vive um bêbado triste. Ele bebe para esquecer que sente vergonha de beber. Essa lógica confunde muito o Pequeno Príncipe.
No quarto planeta, mora um homem de negócios muito ocupado. Ele só pensa em contar as estrelas do céu. Ele quer ser dono de todas elas.
No quinto planeta, vive um acendedor de lampiões. Ele acende e apaga um lampião a cada minuto, seguindo uma ordem antiga que já não faz sentido.
No sexto planeta, mora um geógrafo. Ele escreve sobre o mundo, mas nunca sai de sua cadeira para explorar nada. Ele recomenda ao Pequeno Príncipe visitar a Terra.
Por fim, o Pequeno Príncipe chega à Terra e cai bem no meio do deserto. Lá, ele primeiro encontra uma cobra amarela, que fala com frases misteriosas.
Depois, ele encontra um jardim cheio de rosas iguais à sua. Ele fica triste, pois pensava que a sua rosa era única no universo inteiro.
Nesse momento, uma raposa aparece e pede: cative-me, seja meu amigo. Ela explica que cativar significa criar laços, e que isso torna cada ser único.
A raposa ensina uma lição muito importante ao Pequeno Príncipe. Ela diz: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
O Pequeno Príncipe entende então o verdadeiro valor da sua rosa. Ela é única porque ele cuidou dela todos os dias. O tempo dedicado é o que faz a rosa especial.
O piloto e o Pequeno Príncipe ficam grandes amigos no deserto. Juntos, eles procuram um poço de água e conversam longamente sobre a vida e sobre os adultos.
O Pequeno Príncipe explica que precisa voltar para o seu planeta, para cuidar da sua rosa. Ele pede ajuda a uma cobra, que promete levá-lo de volta com sua picada.
No fim da história, o Pequeno Príncipe desaparece silenciosamente no deserto. O piloto fica com muita saudade, mas também guarda a esperança de que o amigo esteja bem.
O livro fala sobre amizade, amor e a importância das coisas simples da vida. Ele ensina que os adultos, às vezes, esquecem o que é realmente importante.
Antoine de Saint-Exupéry, o autor, era também piloto de avião na vida real. Ele escreveu essa história inspirado em suas próprias viagens pelo deserto africano.
Publicado em mil novecentos e quarenta e três, o livro é um dos mais lidos e traduzidos do mundo. Crianças e adultos continuam aprendendo com ele até hoje.
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