Martin Luther King Jr. nasceu em mil novecentos e vinte e nove, em Atlanta, filho e neto de pastores.
Cresceu num país onde a lei separava brancos e negros em escolas, ônibus, restaurantes e até bebedouros.
Estudou teologia e leu Gandhi. Convenceu-se de que era possível mudar leis injustas sem usar violência.
Em mil novecentos e cinquenta e cinco, Rosa Parks foi presa por não ceder o lugar no ônibus, em Montgomery.
A comunidade negra decidiu boicotar os ônibus da cidade, e King, com vinte e seis anos, virou o porta-voz do movimento.
O boicote durou mais de um ano. As pessoas iam a pé ou de carona, até a Justiça declarar a segregação ilegal nos transportes.
A partir dali, King organizou marchas, discursos e campanhas em várias cidades do sul do país.
Ele foi preso dezenas de vezes. Numa cadeia em Birmingham, escreveu uma carta famosa explicando por que não dava para esperar mais.
Em agosto de mil novecentos e sessenta e três, mais de duzentas mil pessoas marcharam até Washington.
Foi ali que ele disse a frase mais conhecida: eu tenho um sonho, o de que seus filhos sejam julgados pelo caráter e não pela cor da pele.
No ano seguinte, aos trinta e cinco anos, recebeu o Prêmio Nobel da Paz, o mais jovem laureado até então.
As leis mudaram: em sessenta e quatro e em sessenta e cinco, o país proibiu a segregação e garantiu o direito de voto.
King passou a falar também de pobreza e contra a guerra do Vietnã, o que lhe custou muitos apoios.
Em quatro de abril de mil novecentos e sessenta e oito, foi assassinado numa varanda de hotel, em Memphis.
Hoje há um feriado nacional em sua homenagem, e seus discursos continuam sendo estudados em escolas do mundo inteiro.
King se formou em teologia na Boston University, onde conheceu Coretta Scott, cantora que se tornaria sua esposa e parceira de luta.
Antes de Montgomery, ele já pregava em igrejas batistas sobre justiça social, unindo fé cristã e ação política de forma direta.
Em mil novecentos cinquenta e sete, ajudou a fundar a Conferência de Liderança Cristã do Sul, organização que coordenou protestos pacíficos por todo o país.
Ele também sofreu ameaças constantes, teve a casa alvo de um atentado a bomba e foi esfaqueado por uma mulher em Nova York em mil novecentos cinquenta e oito.
Apesar do perigo constante, King insistia que o ódio não podia ser combatido com mais ódio, apenas com amor e resistência firme.
A campanha de Birmingham, em mil novecentos e sessenta e três, mostrou ao mundo imagens de policiais usando cães e mangueiras contra manifestantes pacíficos, incluindo crianças.
Essas imagens chocaram a opinião pública americana e ajudaram a pressionar o Congresso a aprovar as leis de direitos civis.
Seu legado influenciou movimentos de direitos humanos em várias partes do mundo, incluindo lutas contra o apartheid e por direitos civis no Brasil.
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