Frida Kahlo nasceu no dia seis de julho de mil novecentos e sete, na Cidade do México. A casa da família dela era azul. Hoje, essa casa é um museu. Muita gente visita a Casa Azul todos os dias.
Quando era criança, Frida ficou doente. Ela teve poliomielite. Depois da doença, uma perna dela ficou mais fina que a outra. Os meninos da escola riam dela. Frida não gostava, mas continuava a estudar e a brincar.
Frida era uma boa aluna. Ela queria ser médica. Estudava biologia, gostava de plantas e de animais. Na escola, ela também gostava de conversar sobre política com os amigos.
Em mil novecentos e vinte e cinco, aos dezoito anos, Frida sofreu um acidente muito grave. O ônibus em que ela estava bateu em um bonde. Frida ficou muitos meses na cama e sentia muita dor.
Durante esse tempo na cama, ela começou a pintar. A mãe dela colocou um espelho no teto. Assim, Frida podia ver o próprio rosto. Por isso, ela pintou muitos autorretratos.
Frida dizia uma frase simples: pinto a mim mesma porque estou muito sozinha e porque sou o tema que conheço melhor. Nos quadros dela, há flores, macacos, folhas verdes e cores muito fortes.
Frida casou-se com o pintor Diego Rivera. Os dois viajaram para os Estados Unidos e para a França. Em Paris, uma pintura dela entrou no museu do Louvre. Foi a primeira obra de uma artista mexicana no museu.
Ela também usava roupas tradicionais do México. As saias longas e coloridas de Tehuantepec eram a marca dela. Frida gostava de mostrar a cultura do país dela em todos os lugares.
Frida fez muitas cirurgias. O corpo dela doía quase sempre. Mesmo assim, ela pintava, recebia amigos em casa e ria muito. As cartas dela são cheias de humor.
Em mil novecentos e cinquenta e três, houve a primeira grande exposição dela no México. Frida estava doente, mas foi à festa em uma cama. Todos aplaudiram a artista.
Frida Kahlo morreu em mil novecentos e cinquenta e quatro, com quarenta e sete anos. Hoje, os quadros dela estão em museus do mundo inteiro e o rosto dela aparece em livros, camisetas e murais.
A Casa Azul, onde Frida nasceu e morreu, fica no bairro de Coyoacán. Lá dentro ainda estão a cama dela, os pincéis, as tintas e os vestidos coloridos. O jardim tem plantas, pedras antigas e pequenos animais.
Frida tinha muitos bichos em casa. Ela cuidava de macacos, papagaios, cachorros e até de um pequeno veado. Esses animais aparecem em vários quadros dela, sempre perto do rosto da pintora.
Ela pintava com o corpo deitado. Um cavalete especial ficava em cima da cama. Quando as dores eram muito fortes, ela desenhava no gesso que usava no corpo.
Frida também escrevia um diário. Nele, misturava palavras, cores e desenhos estranhos. O diário mostra o humor dela, as saudades e também a raiva de ficar tanto tempo parada.
Ela deu aulas de pintura para jovens artistas. Os alunos gostavam tanto dela que ficaram conhecidos como os Fridos. Muitas vezes, as aulas aconteciam no jardim da Casa Azul.
Frida amava a comida, a música e as festas do México. Ela cantava canções antigas com os amigos e servia pratos tradicionais em uma mesa cheia de flores.
Muitas pessoas amam Frida por causa da força dela. Ela mostrou que a arte pode nascer da dor, e que uma vida difícil também pode ser muito colorida.
Pasa el cursor por una palabra para ver la traducción al español · haz clic para escuchar desde ahí.