Ayrton Senna da Silva nasceu em São Paulo, em mil novecentos e sessenta, numa família de classe média que gostava de motores.
Aos quatro anos, ele ganhou um kart feito pelo próprio pai, com um motor de cortador de grama. Foi ali que tudo começou.
Aos treze anos, correu a primeira prova oficial de kart. Largou na frente e venceu boa parte das corridas daquele campeonato.
Para virar piloto profissional, precisou se mudar para a Inglaterra, longe da família, num país frio e com outra língua.
Ele chegou à Fórmula 1 em mil novecentos e oitenta e quatro. Em Mônaco, sob chuva forte, quase venceu com um carro fraco e chamou a atenção do mundo.
A chuva virou a marca dele. Enquanto outros diminuíam, Senna acelerava e encontrava um caminho que ninguém enxergava.
Foi campeão mundial em mil novecentos e oitenta e oito, em noventa e em noventa e um, sempre com a equipe McLaren.
A rivalidade com o francês Alain Prost foi uma das maiores da história do esporte. Os dois disputavam títulos e também discutiam fora da pista.
Senna era muito exigente consigo mesmo. Estudava cada curva, cada volta, e dizia que sempre havia um limite além do que já tinha alcançado.
Fora das pistas, ele ajudava projetos para crianças pobres no Brasil, quase sempre em silêncio, sem falar disso na imprensa.
No dia primeiro de maio de mil novecentos e noventa e quatro, durante o Grande Prêmio de San Marino, o carro dele bateu numa curva rápida. Senna morreu naquele acidente.
O Brasil parou. Milhões de pessoas foram às ruas acompanhar o enterro, como se cada família tivesse perdido alguém.
Depois da morte, a irmã criou o Instituto Ayrton Senna, que já ajudou milhões de crianças na escola.
Trinta anos depois, o nome dele continua ligado a duas ideias simples: talento absoluto e vontade de nunca se conformar.
Antes da Fórmula 1, Senna correu na Fórmula Ford e na Fórmula 3 na Inglaterra, vencendo quase tudo o que disputou.
Ele começou a carreira na Fórmula 1 pela Toleman, uma equipe pequena, e só depois foi para a Lotus e a McLaren.
Na McLaren, formou uma dupla explosiva com Alain Prost, que dividia o mesmo carro e disputava cada centímetro de pista.
Em mil novecentos e oitenta e nove e em mil novecentos e noventa, os dois se envolveram em batidas polêmicas que decidiram o título mundial.
Senna também correu pela Williams em mil novecentos e noventa e quatro, ano do acidente fatal em Ímola.
Ele acreditava em Deus e dizia sentir uma força maior guiando suas decisões dentro do carro, especialmente nos momentos de perigo.
Depois da tragédia, descobriu-se que ele levava uma bandeira de Israel escondida no carro, para homenagear um amigo.
O documentário Senna, lançado em dois mil e dez, apresentou a história dele a uma nova geração em todo o mundo.
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