Amelia Earhart nasceu em vinte e quatro de julho de mil oitocentos e noventa e sete, na cidade de Atchison, no estado do Kansas, nos Estados Unidos. Desde criança, ela gostava de aventuras e de atividades consideradas próprias de meninos.
Quando jovem, Amelia trabalhou como enfermeira voluntária durante a Primeira Guerra Mundial, cuidando de soldados feridos. Foi nesse período que ela teve o primeiro contato próximo com aviões.
Em mil novecentos e vinte, Amelia foi a um evento de aviação e deu seu primeiro passeio de avião. Ela disse depois que, assim que o avião decolou, soube que precisava aprender a voar.
Amelia economizou dinheiro trabalhando em vários empregos para pagar aulas de pilotagem. Em pouco tempo, ela comprou o primeiro avião próprio e começou a estabelecer recordes de voo.
Em mil novecentos e vinte e oito, Amelia participou como passageira de um voo que atravessou o oceano Atlântico. Mesmo sem pilotar naquela viagem, ela se tornou famosa como a primeira mulher a fazer esse trajeto por via aérea.
Amelia não queria fama apenas como passageira. Ela treinou muito e, em mil novecentos e trinta e dois, pilotou sozinha um avião através do oceano Atlântico, tornando-se a primeira mulher a fazer esse voo solo.
Essa conquista tornou Amelia Earhart uma celebridade mundial. Ela escreveu livros, deu palestras e incentivou outras mulheres a estudar engenharia e a trabalhar com aviação, uma área dominada por homens.
Amelia também ajudou a fundar um grupo chamado The Ninety-Nines, formado por mulheres pilotas, com o objetivo de apoiar outras aviadoras e defender os direitos delas na profissão.
Em mil novecentos e trinta e sete, Amelia decidiu tentar um desafio enorme: voar ao redor do mundo, passando pela linha do equador, ao lado do navegador Fred Noonan.
A viagem começou bem, e a dupla passou por várias etapas na América do Sul, na África, na Índia e no Sudeste Asiático, enfrentando calor, tempestades e problemas técnicos no avião.
Na parte final da viagem, Amelia e Fred precisavam encontrar uma pequena ilha no meio do oceano Pacífico, chamada Ilha Howland, para reabastecer o avião antes de continuar.
No dia dois de julho de mil novecentos e trinta e sete, o avião de Amelia Earhart perdeu contato com a equipe de apoio perto da ilha. Apesar de buscas enormes, o avião e a tripulação nunca foram encontrados.
Até hoje, o desaparecimento de Amelia Earhart é um mistério estudado por historiadores. Mesmo sem um final conhecido, ela continua sendo lembrada como um símbolo de coragem e de luta pela igualdade na aviação.
Amelia também trabalhou como professora universitária, orientando estudantes sobre engenharia aeronáutica e incentivando mulheres a seguir carreiras técnicas. Museus e prêmios de aviação ainda hoje usam o nome dela para celebrar coragem e pioneirismo.
Além disso, Amelia ajudou a projetar linhas de roupas práticas para mulheres ativas, mostrando que sua criatividade ia muito além dos céus e das aeronaves que tanto amava.
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